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Música

Sam Smith no Lollapalooza 2024: o espetáculo de ser quem é

Na noite final do festival, Sam Smith fez show sobre liberdade e não economizou quando o assunto é potência vocal.

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Imagem: Reprodução / Instagram (@samsmith)

O cantor britânico Sam Smith subiu ao palco do Lollapalooza 2024 no último domingo (24), depois de cinco anos desde a última vinda ao Brasil, também para o festival, com show da turnê “GLORIA: The Blackout – South America”. Com um passeio pelos seus principais hits, a voz de Stay With Me celebrou as diferentes fases da carreira destacando a importância de se sentir livre para ser quem é.

Começando pelas músicas que mostraram Sam ao mundo, o show pode ser dividido em quatro partes, cada uma com identidade artística definida. A primeira, que abriu a apresentação, remete a um estilo mais clássico, característico do cantor em seus primeiros trabalhos, e foi composta por sucessos como How Do You Sleep? e I’m Not The Only One. Com ele no palco, também estavam seus backing vocals, que ganharam destaque na performance de Too Good I’m Goodbyes, seus dançarinos e banda.

Sam Smith durante a performance de How Do You Sleep?. Imagem: Reprodução/ Youtube

Já no segundo ato, mais breve que os demais, o britânico surgiu no palco usando um vestido bufante para performance de maior profundidade emocional. O terceiro, por outro lado, mostrou um Sam Smith descolado, e animou o público com faixas dançantes e provocativas, entre elas Promises, feat com o DJ Calvin Harris. Nele, a cantora canadense Jessie Reyez fez a primeira e única participação especial da noite para apresentar a colaboração Gimme

O mais recente hit, Unholy, foi o escolhido para fechar a noite. Precedida por uma música que remete aos cantos característicos de igrejas e templos religiosos, a composição foi apresentada de forma a contar uma narrativa que contrapõe o sagrado ao profano. Para completar a estética teatral, o artista mudou seu figurino ali mesmo: as vestimentas conservadoras deram lugar ao espartilho, cinta-liga e shocker.

Figurino de Sam Smith durante a performance de “Unholy”

Figurino de Sam Smith durante a performance de Unholy remete aos pecados referidos na música. Imagem: Reprodução/ Youtube.

Apesar das diferenças entre as faixas, a setlist se combinou para transmitir o principal recado do show: é importante ser livre para se expressar e amar quem realmente é. Sam Smith relembrava isso com orgulho para o público entre cada pausa, também usadas para agradecer e retribuir o carinho recebido pelos fãs brasileiros. A mensagem ganha um significado ainda maior e pessoal para quem acompanha o cantor desde o começo da carreira, já que ele se assumiu queer em 2019. 

A estrutura do palco foi montada com uma silhueta deitada, que preenchia a maior parte do espaço, e continha escritos em forma de grafite como “protect trans kids” (protejam as crianças trans), “power” (poder) e “we fight together” (nós lutamos juntos), que refletem as crenças do artista. O espaço foi intensamente utilizado por Sam e seu balé, que animaram a noite com coreografias conceituais e bem elaboradas.

Em suma, tanto pela parte cênica quanto pelas trocas de figurino e danças que se alinhavam e representavam visualmente os significados das músicas, a passagem de “GLORIA: The Blackout Tour” pelo Brasil não deixou dúvidas sobre o talento de Sam Smith. Durante a noite, o cantor mostrou a potência de sua voz e presença com animação que contagiou os espectadores presentes. 

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